"Existe mais de uma maneira de queimar um livro. E o mundo está cheio de pessoas carregando fósforos acesos." Ray Bradbury
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
DAS LEITURAS DE HOJE!
Existe uma velha briga na academia, entre os críticos literários, sobre as questões relativas ao processos de leitura. Muitos ainda ficam brigando em torno de questões metafísicas do tipo o que é. Contudo, hoje quero falar sobre algumas leituras que a vida nossa de cada instante nos traz. Quero falar, mesmo sabendo que alguns críticos poderão gargalhar por compreenderem a leitura apenas como um processo de decodificação de códigos. É óbvio que ao registar aqui estas leituras vividas e observadas no meu cotidiano existencial já estou a confessar uma certa aproximação a algumas determinadas tendências teóricas que são basilares em alguns discursos sobre a leitura, e assim necessariamente abro mão de outras tendências...
Pois bem, uma simples caminhada até uma unidade de saúde local foi o suficiente para provocar profundas reflexões, que sei ser "minhas" leituras deste espaço social. Espaço social de lutas diga-se de passagem. Luta, que fica expressa no cartaz de boas vindas anexado na entrada do local. Um trecho do artigo 331 do nosso código penal:
"Art. 331 - Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa."
Em outras palavras: SEJAM BEM VINDOS, SÓ QUE NÃO! Enfim, além desta primeira leitura inicial, a postura de alguns profissionais e de alguns usuários destes serviços também me chocaram. Mas, confesso que as atitudes de alguns me chocaram mais que de outros. E isto certamente, porque geralmente esperamos muito mais de quem muito mais estudou.
É óbvio que isto já provoca muitas outras questões que parecem evidenciar na existência real das coisas, que escolarização num tem muita relação com educação. E aqui abro um parentese para esclarecer que não sou daquelas(es) que defendem que educação se recebe em casa somente. Mas, confesso que possuo uma certa tendência e ou inclinação a compreender o conceito de EDUCAÇÃO a partir de uma perspectiva social profunda que está enraizada mesmo em processos complexos da construção de determinadas sociedades. Assim posto. Preciso continuar...
OS SISTEMAS foram programados para organizar e funcionar. Na cabeça do cineasta roteirista e produtor de "Tropa de Elite", ele é FODA. Contudo, eu sou daquelas que ainda tenho esperanças que ele pode não ser. É utópico? Sim! Mas, depende quase sempre de nós para que saia do mundo das esperanças. Depende de uma ação conjunta dos controladores, programadores e usuários desta rede de interações e conexões existenciais. (eu disse quase)
Voltando aos profissionais, penso que neste processo, e esta é uma leitura minha. Nós podemos quebrar a distopia desta engrenagem, nós os humanos. E quebrar mesmo se necessário a própria engrenagem. O problema maior que percebo por meio das minhas leituras, é que serviço público virou sinônimo de estagnação, acomodação. Um espaço social de trabalho organizado a partir das teorias administrativas burocráticas para não se fazer funcionar conforme a demanda. Um espaço para não se fazer nada, para receber no fim do mês e se aposentar com tranquilidade razoavelmente bem se comparado aos resto dos mortais trabalhadores brasileiros. TRISTE, LASTIMÁVEL. É obvio, que existe uma minoria de servidores competentes nestes locais sendo esmagados por uma maioria insuportável até de observar de longe. Leio a realidade consciente de que as generalizações também não nos levam a nada.
LeItUaS NoSsA dE CaDa DiA dOs NoSsOs InStAnTeS De HoJe. "É PrEcIsO aMaR aS pEsSoAs cOmO sE nÃo HoUvEsSe O aMaNhÃ... pQ sE vC pArAr PaRa" LER :(
Por Márcia Souza
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
ESTE ANO EU TENHO UMA META!
Este ano tenho uma meta. Ler alguns clássicos da área da educação. E penso que comecei bem, pois só em janeiro concluir dois clássicos apesar da correria para concluir um projeto de pesquisa da pós-lato. Eu sou educadora e tenho sentindo muito a necessidade destas leituras.
Confesso, que em alguns momentos na sala dos professores, chego a pensar: não é possível que eu estou ouvindo isto!... Ou ainda: onde este ser estava durante os 4 ou 3 anos de sua formação? - tenho certeza mais que absoluta durante estes devaneios que os mesmos não passaram em momento algum por um processo de ensino-aprendizagem sobre as questões relativas ao maravilhoso universo da história do conhecimento; só pode! - Depois que a gente começa ler. Ler estudando, isto é: refletindo sobre o que leu, fazendo as devidas críticas necessárias, registrando suas impressões por meio de fichamentos para checar mais tarde, buscando mais informações sobre o assunto, o autor e o contexto sócio-cultural e político da obra lida; a gente acaba chegando a algumas conclusões. Neste caso óbvias, a saber, o estado deplorável dos espaços escolares é muitooooooooooooooooooooooo mais grave do que a gente imaginava.
Confesso, que em alguns momentos na sala dos professores, chego a pensar: não é possível que eu estou ouvindo isto!... Ou ainda: onde este ser estava durante os 4 ou 3 anos de sua formação? - tenho certeza mais que absoluta durante estes devaneios que os mesmos não passaram em momento algum por um processo de ensino-aprendizagem sobre as questões relativas ao maravilhoso universo da história do conhecimento; só pode! - Depois que a gente começa ler. Ler estudando, isto é: refletindo sobre o que leu, fazendo as devidas críticas necessárias, registrando suas impressões por meio de fichamentos para checar mais tarde, buscando mais informações sobre o assunto, o autor e o contexto sócio-cultural e político da obra lida; a gente acaba chegando a algumas conclusões. Neste caso óbvias, a saber, o estado deplorável dos espaços escolares é muitooooooooooooooooooooooo mais grave do que a gente imaginava.
Eu desconfiava, mas agora após estas leituras eu tenho certeza absoluta que a esmagadora maioria dos educadores não fazem a mínima ideia do que seja "CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA". E isto é gravíssimo, pois acabam misturando métodos e teorias, em suas práticas educativas, que nasceram teoricamente devido a práticas totalmente conflitantes do modo de se conceber a escola, o docente, o discente e etc... E isto acaba por gerar dentro dos espaços de aprendizagem um monstro perigoso, pois não gera resultados satisfatórios em relação ao ensino-aprendizagem. E acrescento aqui, que com resultados satisfatórios não quero afirmar que este é o fim de um processo de ensino-aprendizagem; alcançar resultados satisfatórios. Contudo os resultados que queremos passam por nossas concepções de como compreendemos o processo educacional e de como nos vemos dentro desta engrenagem. - Ah, como é triste isto! Perceber que os sistemas escolares de ensino viraram uma engrenagem monstruosa e perigosa.
Eu gostaria que minhas férias escolares não terminassem esta semana, pois descobrir que AS FÉRIAS É A ÉPOCA MAIS GOSTOSA DE ESTUDAR! Nesta época a gente pode estudar o que realmente nos importa e o que gostaríamos de saber. Bom, nem preciso dizer que esta constatação já desnuda o estado atual dos nossos espaços escolares, neles os alunos(a) não sentem prazer pela busca do conhecimento. Parece mesmo que nos ensinam apenas o funcional.
Vocês devem estar bem curiosos para saber os livros que li. Então vai aí a super dica: A escola Moderna de Francisco Ferrer Y Guàrdia (vale ressaltar aqui que a grafia do nome dele varia bastante na literatura). E a obra: Educador, educador, educador de Madalena Freire, filha de Paulo Freire. A escolha das obras foi baseada em dois critérios: primeiro são clássicos. Segundo ambos os educadores são radicalmente diferentes em relação as suas concepções pedagógicas. Assim, esperava conhecer e me surpreender. E foi bingo!
Entre as duas concepções pedagógicas fico com a concepção praticada por FERRER, a CONCEPÇÃO LIBERTÁRIA. Mas, sugiro que quem trabalha com a Educação Infantil conheça e leia sobre a CONCEPÇÃO DEMOCRÁTICA praticada no Brasil nesta etapa escolar pela educadora Madalena Freire. Uma concepção baseada nos acordos e diálogos estabelecidos pelo grupo. Ah, só pra constar ambas são concepções progressistas!
E O EDUCADOR QUE FIZER O EXERCÍCIO DE LER VAI SE SURPREENDER COM A HISTÓRIA OCULTADA DA CONCEPÇÃO LIBERTÁRIA DE EDUCAÇÃO, FICA A DICA.
Todos juntos pela educação!
quarta-feira, 11 de março de 2015
VAMOS BRINCAR? O JOGO É ASSIM...
A professora falou para Joãozinho:
- Joãozinho, a brincadeira é a seguinte: Eu aponto e você responde me dizendo o que é.
- Fácil, muito fácil. Respondeu João.
A professora apontou para a mesa e perguntou:
- O que é isto Joãozinho?
- Mesa, professora!
A professora disse: Não é mesa Joãozinho. É informação!
Tá bom, disse Joãozinho.
... e passaram-se muitos dias.
E de novo a professora perguntou, apontado para a cadeira.
- O que é isso João?
- Cadeira, professora.
Já disse que não é mesa, nem cadeira. São informações.
E Joãozinho que não era bobo, apenas sorriu. Desmonstrando desta vez ter compreendido a regra do jogo. E a professora acrescentou:
- Agora que já entendeu esta parte, vamos para próxima. Valore bastante esta informação, faça um embrulho bem bonito para ela. Depois, produza no outro a necessidade desta informação e não de outra, esta é a informação que seu cliente precisa e quer. Agora venda esta informação pelo preço que quiser.
... e lá se foram 4 anos assim.
Joãozinho entendeu as regras do jogo e acertava todas. E foi considerado o melhor aluno da classe.
Joãozinho entendeu as regras do jogo e acertava todas. E foi considerado o melhor aluno da classe.
No último dia do jogo, Joãozinho querendo ser sociável, levou um belo embrulho para professora, era um presente. E ela perguntou:
- O que é isto Joãozinho?
Ele disse:
- Informação.
Muitos anos se passaram depois do ocorrido. Contudo, reza a lenda que a professora nunca abriu o embrulho. Demonstrando que no fundo no fundo, até ela tinha dúvidas em relação aos modos valorativos da brincadeira.
segunda-feira, 2 de março de 2015
#PraQuemIndico 2: A GRANDE FÁBRICA DE PALAVRAS
Imaginem um lugar onde as palavras NÃO precisam ser pensadas para serem pronunciadas... (qualquer semelhança com o lugar onde você está é mera coincidência rsrsr). Neste estranho país, ao invés, as palavras precisam ser compradas, engolidas para depois proferidas/pronunciadas. Devido ao poder de compra, as palavras neste país não são banalizadas! (pois, as mais úteis e mais importantes são também as mais caras). Contudo, há algo de terrível neste lugar. A grande fábrica de palavras trabalha sem parar, porém nem todos têm dinheiro para comprar as palavras das quais mais precisam. E isto, obriga necessariamente a uma divisão entre os habitantes deste estranho lugar.
... Uns falam mais do que outros, neste país onde sai caro falar. Os mais pobres catam palavras no lixo, mais como elas precisam ser engolidas para depois pronunciadas, muitas acabam por não serem aproveitadas.
(Eu acho que os moradores deste lugar inventaram/desenvolveram para eles inúmeras maneiras criativas de se comunicarem! Os gestos, as expressões faciais e o contado físico, neste lugar, certamente possui um valor de importância que nós, acostumados a esbanjar palavras desnecessariamente, jamais poderíamos imaginar)
Mais o fato é que todos neste país aguardam a chegada da primavera! Nesta época a grande fábrica de palavras trabalha a todo vapor e os estabelecimentos comerciais fazem inúmeras promoções de palavras. É nesta época, que a grande maioria pode falar, porém, é um desafio encontrar palavras que sejam realmente úteis e relevantes. O que fazer com aquelas palavras que utilizamos na vida pouquíssimas vezes? Aquelas do tipo... ventríloco, por exemplo? (Ah, as crianças nesta época do ano são um espetáculo a parte! Com suas redinhas de apanhar borboletas vão para as janelas tentar pegar as palavras que voam pelas chaminés da grande fábrica!)
É claro que para esta história terminar perfeita, entre uma palavra e outra, aparece uma linda história de amor. Que por alguns momentos imaginamos que jamais daria certo devido a grande escassez de palavras. Contudo, é com uma palavra comum e extremamente insignificante fora do seu contexto que termina esta belíssima obra infantil. Infantil?
Vale muito a pena ler, as ilustrações são um espetáculo a parte!
LEIA PARA UMA CRIANÇA.:)
sábado, 21 de fevereiro de 2015
EM MEIO A GUERRA A INFORMAÇÃO PODERIA SE TORNAR UMA ESPIÃ INVISÍVEL?
No semestre passado, primeiro período do curso de Biblioteconomia, tivemos uma disciplina intitulada TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, e a professora foi brilhante em seu ofício! (apesar da falta de didática rsrs). As aulas foram divididas entre teóricas e práticas, e as aulas em laboratório foram bem produtivas, apesar de nós os alunos. Tivemos contato com o PLONE, um sistema de gerenciamento de conteúdo, extremamente eficiente e funcional para a construção de portais de informação. Um sistema razoavelmente fácil de usar, adaptável em praticamente a qualquer hardware e o melhor, um software livre!
... mas no entanto, o que me traz aqui é a seguinte questão: O TEMPO E A INFORMAÇÃO: QUAL O PREÇO VOCÊ PAGARIA PARA ACESSAR SUA INFORMAÇÃO DESEJADA? E O QUE VOCÊ FARIA PARA TER ACESSO A ESTA INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA? É claro que elaborei a pergunta de modo valorativo para provocar. Contudo quando se trata de informação e dizem que vivemos na era da informação e em uma sociedade em redes. E é claro que eu me pergunto: em redes para quem? Pois no meu mundo existe sim hierarquias... vale a pena provocar.
E para pensarmos um pouco proponho um nome: ALAN TURING, afinal foram seis meses de segunda a sexta, ouvindo este nome de modo quase que ininterruptos nas aulas de Tecnologia da Informação. Não tinha jeito, em praticamente todos os artigos e todas as aulas da disciplina o nome dele estava lá. Um jovem matemático lógico e Britânico, considerando por quase todos da CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO, (lembrando que nestes casos sempre há controvérsias, é a velha intriga da oposição dos invejosos na academia e blá... blá... blá!) o pioneiro da/na INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. AS MÁQUINAS PENSAM? Acho, que era assim mesmo que o desafiavam. O senso comum, costuma quando confrontado ser bem debochado. E ele, acho que respondia: Talvez não como nós, mas isto não quer dizer que não pensem. Ou que pensem de modo pior que a nós.
E para pensarmos um pouco proponho um nome: ALAN TURING, afinal foram seis meses de segunda a sexta, ouvindo este nome de modo quase que ininterruptos nas aulas de Tecnologia da Informação. Não tinha jeito, em praticamente todos os artigos e todas as aulas da disciplina o nome dele estava lá. Um jovem matemático lógico e Britânico, considerando por quase todos da CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO, (lembrando que nestes casos sempre há controvérsias, é a velha intriga da oposição dos invejosos na academia e blá... blá... blá!) o pioneiro da/na INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. AS MÁQUINAS PENSAM? Acho, que era assim mesmo que o desafiavam. O senso comum, costuma quando confrontado ser bem debochado. E ele, acho que respondia: Talvez não como nós, mas isto não quer dizer que não pensem. Ou que pensem de modo pior que a nós.
Enfim, por causa da correria do dia-a-dia dos calendários letivos dos semestres, (pois paralelamente ao primeiro de biblio estava também cursando uma complementação pedagógica e uma disciplina como aluna especial do programa de pós-graduação em filosofia) acabei por não me dedicar à disciplina como deveria. Contudo, hoje ao ser surpreendida positivamente pelo meu sobrinho a assistir este filme: O JOGO DA IMITAÇÃO me emocionei. E trouxe a memória muito do que li naqueles artigos que eu juro, não entendia bolufulas de nada (rsrsr).
Deixo o trailer para vocês, certa de que com certeza se emocionarão também! ALAN TURING, um gênio, que segundo indica o filme, (eu não sabia deste detalhe) se suicidou... penso que por não conseguir dar conta desta sociedade hipócrita. Ah, você não gosta de homossexuais? Sugiro que desligue seu PC agora seu idiota! Saiba de uma: a história dos nossos modernos computadores atuais, passam necessariamente pela dedicação deste jovem. ALAN TURING - 1912-1954, pois "às vezes, aqueles de quem menos esperamos... fazem coisas que ninguém imaginou". (frase do roteirista que me deixou encafifada...). Acho que vocês se surpreenderão ao perceberem como nem sempre um pedido de perdão pode mudar o que a INFORMAÇÃO decretou e a HISTÓRIA registrou. Vale muito a pena assistir!
Compre o DVD pelo link abaixo e contribua para o crescimento deste canal :)
O jogo da imitação
Deixo o trailer para vocês, certa de que com certeza se emocionarão também! ALAN TURING, um gênio, que segundo indica o filme, (eu não sabia deste detalhe) se suicidou... penso que por não conseguir dar conta desta sociedade hipócrita. Ah, você não gosta de homossexuais? Sugiro que desligue seu PC agora seu idiota! Saiba de uma: a história dos nossos modernos computadores atuais, passam necessariamente pela dedicação deste jovem. ALAN TURING - 1912-1954, pois "às vezes, aqueles de quem menos esperamos... fazem coisas que ninguém imaginou". (frase do roteirista que me deixou encafifada...). Acho que vocês se surpreenderão ao perceberem como nem sempre um pedido de perdão pode mudar o que a INFORMAÇÃO decretou e a HISTÓRIA registrou. Vale muito a pena assistir!
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O jogo da imitação
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
SOBRE A POLÊMICA ENVOLVENDO MAIS UMA VEZ A CAMPEÃ DO CARNAVAL CARIOCA 2015
COMO ESCREVER ACADEMICAMENTE UM TEXTO DE OPINIÃO? EXATAMENTE; SEI NÃO.
CONTUDO AINDA ASSIM, QUERO DEIXAR REGISTRADA MINHA OPINIÃO.
“Três olhares" (levando-se
aqui em consideração o número de escolas dos grupo especial que trouxeram a
temática relativa a África para avenida. Temática aliás, que é recorrente
estrategicamente pensando no possível título, todos que gostam de assistir os desfilem
sabem disso... NÃO SEJAMOS INOCENTES...) sobre a África - e ou parte dela - no
carnaval carioca 2015. Um desses olhares venceu, com um desfile belíssimo por
sinal. Agora vêem as implicações históricas-políticas-ideólogicas-socias do
samba-enredo que foi levado para a avenida. Enquanto folião/foliã, e por razões
estéticas, preciso dizer: foi lindoooooooooo ver cada detalhe dos adereços das
fantasias luxuosas da campeã!
“Mas foram pagas com um dinheiro de um ditador!”...
Oras o que há de diferente em relação aos outros anos, senão que desta fez... mais
uma vez, o artístico e o lúdico no carnaval servil para reforçar negativamente a
questão dos direitos humanos em relação aos negros e as complexas representações
sociais que os brasileiros ainda alimentam com seus preconceitos? Ah, então vc
está dizendo que em nome do artístico no carnaval vale tudo? Não, assim como também
não acho que no humor valia tudo. Contudo, me posiciono (enquanto foliã) no
sentido de que ACHO (isto não quer dizer que é) uma estupidez e imbecilidade
terrível apenas aderir ao discurso dos direitos humanos da negritude – DISCURSO
LEGÍTIMO E MAIS QUE URGENTE! – em um comentário nas redes sociais, enquanto se continua
totalmente, e, ao mesmo tempo vivendo de modo radicalmente preconceituoso nas relações
diárias da vida.
Parafraseando Jean Wyllyns: em texto publicado em sua página
social: https://www.facebook.com/jean.wyllys?pnref=story ...ainda se continua bebendo as
cervejas e refrigerantes fabricados pelas grandes multinacionais, vestindo as fantasias
made in china e utilizando os mais modernos dispositivos das “TICS” para compartilhar
e publicar tudo lindamente aqui no facebook, esta lindeza de rede social. (onde
todos são, parece, muitíssimos bem informados!)
Na boa! Se a crítica não é
integral, no sentido de trazer, ou ao menos TENTAR trazer para a prática das
nossas vivências diárias ao máximo o que tanto defendemos IDEOLOGICAMENTE, é “fake”.
Representação caricaturata, não crítica. E perverso, pois neste caso, puro
moralismo mascarado, disfarçando-se mais uma vez. E desta, apelando para as
lutas de causas digníssimas e importantes.
Contudo, enquanto pessoa/(cidadã?),
entre as três escolas, em relação a mensagem político-ideológica exibida na
avenida, fico com a mensagem contra o preconceito em favor da liberdade. Esmagou
a campeã carioca. Contudo, será que não poderíamos voltar para a dama os mesmos
critérios que vem sendo utilizados em relação ao patrocínio da campeã? Quem
procura sempre acha, dizem.
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